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notícias sobre as eleições

O embate das emissoras pela notícias

  • 22 de outubro de 2026
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As emissoras lutam para manter a audiência em momentos frios da eleição.

Pedro Ravanhani

No último dia 4, tivemos o primeiro turno das eleições gerais de 2026 no Brasil, que contou com diversos veículos de comunicação cobrindo este evento nacional. A emissora de televisão CNN realizou uma live de cobertura de mais de 15 horas de transmissão e bateu o recorde de maior live do Youtube durante a cobertura com 876 mil espectadores simultâneos.

Está abordagem de live é uma nova estratégia que as emissoras estão adotando para buscarem as audiências, a ideia de ser imediata e divulgar de forma rápida as notícias. A abordagem é boa, mas tem seus problemas.

Escolhas da mídia

Na cobertura de um evento do tamanho de uma eleição, uma emissora em geral busca divulgar a notícia de forma rápida, para conseguir ter os acessos do público que está na busca de respostas.

O portal de notícias G1 utilizou uma abordagem em que fez mini-textos de fatos que iam ocorrendo no dia com uma imagem ou algum vídeo para ilustrar o fato, desde a abertura da votação até o encerramento da apuração. Está é uma escolha que tem sentido, pois facilita o acesso, porém, ao escolher fazer isso deve se escolher bem a imagem ou vídeo do fato.

Como o público quer saber com rapidez do fato, se a escolha de um vídeo muito longe pode afetar a escolha do público pelo site. Outro ponto, a cobertura de fatos ao vivo pelo G1 teve momentos de demora para publicar. Esse fator da demora prejudica a retenção do público, que migra para outros sites.

Um ponto que vale ser dito é a relevância dessas informações que estão sendo abordadas nas notícias. O portal mesclou suas escolhas ao postar textos sobre fatos relevantes, como quantas urnas foram trocadas por problemas técnicos e textos sobre também um eleitor que prefere ir votar pela manhã porque é mais prático para ele.

Em um dia de eleição, vai existir momento em que o conteúdo que se baseia na votação pode ficar baixo e a redação parte na busca de notícias que vão atrair espectadores por serem fora do comum. A abordagem tem o seu sentido baseado na visão comercial, na qual os acessos e as visitas ao site são mais importantes que a qualidade da manchete.

O atraso gera um improviso

No momento da divulgação dos dados das eleições, ocorreu um congestionamento no sistema de divulgação desses dados, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nunes Marques. Com esse atraso, o percentual da contagem dos votos travou em 64,81% durante 50 minutos e atrasou o discorrimento da apuração dos votos.

Esse atraso faz com que os veículos de imprensa tenham que fazer manobras para manter os espectadores em sua audiência. A CNN utilizou a estratégia de primeiro informar aos espectadores que estava ocorrendo uma instabilidade no sistema do TSE e repetiu os percentuais da apuração das urnas de alguns estados do país.

A abordagem de repetir uma informação que já foi falada no programa, é algo explorado por alguns veículos de mídia quando um conteúdo tem algum problema em sua reprodução e ele pode ser uma faca de dois gumes para a emissora.ção

Por um lado, o espectador que entrou agora no programa pode se atualizar e saber a informação que desconhecia. Do outro, um espectador que já teve acesso a informação percebe essa estratégia da emissora e muda de canal fazendo a emissora perder um pouco de sua audiência. 

No contexto de um atraso como esse, a repetição tem sua justificativa. Mas após algumas repetições, essas informações perdem suas relevâncias e as emissoras podem perder seus acessos.

As redes sociais nesse contexto

As evoluções constantes das tecnologias permitem que hoje a população tenha acesso às informações de forma mais acessível e prática, através do celular. Uma pesquisa realizada pelo CNT/MDA mostrou que 45,6% dos brasileiros pretendiam se informar sobre as eleições pelas redes sociais.

Este fato faz com que as emissoras busquem usar as redes sociais para divulgar os resultados das votações, informações sobre candidatos entre outros produtos informativos, fazendo com que as emissoras, passam a também procurar gerar conteúdos relacionados às eleições para o público que não acompanha pela televisão.

Expectativas para o segundo turno

Com o resultado final do primeiro turno, foi confirmado que Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o cargo de presidente do Brasil, no dia 25 de outubro deste ano, além de outros 6 estados e o Distrito Federal, que vão ter a disputa para o cargo de governador.

A ideia é que com a diminuição dos estados e os candidatos na disputa, os problemas que foram relatados neste primeiro turno sejam superados e as emissoras consigam realizar uma cobertura mais bem feita e bem trabalhada.

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