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O jornalismo que não se limita

  • 29 de abril de 2026
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  • Theillyson Lima
  • Posted in Análises
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Como a profissão exerceu o seu papel na massificação da cobertura da Missão Artemis 2. 

Vitória Amábili

Através da mídia as informações são passadas em um curto período de tempo, circulando entre diversas plataformas, sites, aplicativos e dispositivos distintos. Por meio disso, os dados atuais da guerra são atualizados, as convocações da Copa são discutidas nos chats, casos de amor das celebridades viram pauta da vida alheia, as imagens dos astronautas na órbita da lua são divulgadas e textos como esse podem ser publicados. 

Diferente de discussões em chats sobre a ida do homem à lua, o intuito dessa crítica é comparar os malefícios e benefícios da disseminação das informações que são pautadas nos portais jornalísticos e redes sociais sobre a Missão Artemis 2. E, para além disso, mostrar onde o jornalista está quando as pautas estão circulando. 

O transmissor da notícia e seu lugar 

Atrás de uma mesa competindo com o ChatGPT, nas ruas apurando uma notícia e sendo porta-voz em outros países, locais prováveis de encontrar um jornalista. É difícil imaginar o que ele está fazendo enquanto uma nave sobe até a lua, mas existe um lugar para ele nessa narrativa. Mesmo que as pessoas não saibam, não vejam e não conheçam os processos e o rosto do jornalista, ele está por trás da maior parte de informações que circula nas plataformas digitais e não digitais. 

Através de portais de notícias, sites, blogs, críticas de mídia e demais produtos, ele está lá. Quando a nave foi lançada para fora da superfície terrestre, quatro jornalistas da CNN fizeram uma matéria sobre o maior feito do último mês. Na Metrópoles, a jornalista Juliana Contaifer escreveu e divulgou as primeiras imagens da Terra tiradas pela missão, e na Agência Brasil, Gabriel Corrêa comentou os ajustes para a volta à Terra.  

Divulgando um produto confiável e ético, ele está nas sombras que influencers digitais e plataformas sem credibilidade fazem ao divulgar imagens e informações falsas sobre a ida do homem à lua. Pelo menos ele deveria estar no lado dos éticos. 

Da mesma forma que existem aqueles que defendem com honra e mérito o diploma conquistado depois de quatro anos de estudo, existem aqueles que não exercem a profissão com ética e credibilidade. Leo Dias é um conhecido jornalista brasileiro, principalmente por sua participação como apresentador no Fofocalizando. Hoje, ele tem o seu próprio Portal de Notícias, mas você confiaria nas publicações de quem fazia um programa de fofocas alheias das celebridades? 

Por que falam que é verdade se não foi checado? 

A disseminação dos produtos, sendo jornalísticos ou não, não é feita apenas pelas contas de portais e empresas, mas pelos próprios consumidores que, além de consumir, divulgam os conteúdos. Por conta do imediatismo cada vez mais presente na vida dos indivíduos, a urgência por publicar o conteúdo e contar para os demais o que foi descoberto se torna mais importante do que verificar se a informação é mesmo verdadeira.  

O Portal de Notícias G1, divulgou mais de 40 conteúdos sobre a Missão Artemis entre os dias 1º e 10 de abril. Em uma delas, publicada no dia 13 de abril, após a volta dos astronautas à Terra, é possível ver algumas fotos que foram tiradas durante a missão, e publicadas pela própria NASA. 

Diferentemente desse portal de notícias, que carrega uma história de credibilidade e é líder em audiência digital no país, plataformas como a Choquei pecam ao disseminar notícias falsas e se envolverem com polémicas. Essa plataforma foi uma das que postou imagens editadas da Artemis 2. 

Entretanto, as duas plataformas têm o seu conteúdo disseminado pelo público, este que não confirma a informação antes de compartilhá-la. A pergunta que fica é: na massificação da cobertura da Missão Artemis 2, o que foi divulgado por um jornalista? 

A falsidade no belo 

Um exemplo de produto fake muito divulgado foi as imagens da Missão Artemis 2 geradas pela Inteligência Artificial. O Portal Lupa analisou o uso desse tipo de ferramenta  para a criação de conteúdos sobre a Missão e, no dia oito de abril, publicou uma matéria sobre o assunto. Além de utilizar a IA para a criação de imagens fakes sobre a Lua, o Portal apurou que essas imagens estavam servindo de embasamento para aqueles que não acreditavam que o ser humano realmente estivesse na lua. No fim, elas serviram como desculpa para perfis no X que comentaram “acreditem nesta farsa quem quiser”. 

O Portal Terra também revela que algumas fotos coloridas da lua divulgadas como parte da Missão Artemis, foram na verdade tiradas no ano de 2025 por um fotógrafo, que editou as fotografias para realçar as cores. Outra fotografia fake que estava circulando era da nave da Missão após o pouso no mar. Em uma das imagens, ela aparece danificada, mas o Portal Aos Fatos apurou, e descobriu que essas imagens eram fakes. 

Acreditando ou não que o homem foi até a órbita da lua e pisou na mesma, os produtos da mídia devem passar por uma análise do consumidor antes que ela se torne uma verdade absoluta em sua vida. Um portal de notícias tem mais credibilidade que contas do X, mas não são eles que as pessoas procuram para verificar as informações. 

Finalmente acessível e com a possibilidade de rever 

O antes, durante e depois da missão foram acompanhados de perto pela mídia e divulgados através das atualizações em portais de notícias, páginas do Instagram, plataformas de streaming e contas diversas. As pessoas puderam acompanhar toda a linha de trajeto até a Lua, explicações sobre a missão, a vida dos astronautas, suas famílias e até os animais que aguardavam a volta dos donos. Por meio da Netflix, os consumidores conseguiram assistir em tempo real a maior parte do percurso até a lua, fato que difere profundamente da missão Apollo. Nas redes sociais, as imagens foram atualizadas em tempo real, e os compartilhamentos colaboraram para a rápida disseminação da cobertura. Diferentemente de 1969, em que não existia o peso do imediatismo da mídia, a cobertura da Missão Artemis 2 mostrou os avanços tecnológicos do mundo todo. 

Com a disseminação da informação na cobertura da Missão Artemis 2 pela mídia, o assunto ficou acessível e de fácil entendimento. Milhões de pessoas puderam acompanhar e torcer pelo êxito da Missão Artemis, consumidores que um dia irão defender com entusiasmo que o homem foi até a lua. Por outro lado, há aqueles que vão usar os erros da cobertura, como fakes e edições, para dizer que tudo foi uma farsa. A massificação em coberturas sem checagem gera desconfiança do público, que perde o entusiasmo em compartilhar notícias verdadeiras. 

Cumprindo o seu papel, o jornalismo entregou conteúdos de qualidade, com apuração e ampla divulgação nas plataformas. O problema, no fim, é que a rápida disseminação da informação faz com que os produtos jornalísticos percam sua credibilidade ao competir com plataformas e pessoas que não verificam a informação antes de compartilhar. 

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