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Sua paixão não precisa fazer sentido para todo mundo

  • 8 de abril de 2026
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  • Theillyson Lima
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Existo, logo sou fã.

Príscilla Melo

De acordo com o dicionário português, pode ser considerado ‘‘fã’’ aquele que tem ou manifesta admiração por figuras públicas, artistas ou pessoas do meio do entretenimento em geral. No exterior, os brasileiros têm a fama de serem os fãs apaixonados que qualquer artista gostaria de ter em seus shows. Seja diante do palco, na arquibancada do estádio, na poltrona do cinema ou com um livro em mãos, todos são fãs de algo ou alguém. 

Ser fã é muito mais do que simplesmente gostar de alguma coisa, para muitas pessoas, o alvo do seu afeto é a fuga dos seus problemas. Muitos encontram um refúgio mental nos livros dos seus autores favoritos, nas músicas do seu cantor predileto ou no programa de TV que mais gostam, afinal, ser fã é parte essencial na vida de qualquer pessoa. Além dos benefícios pessoais, ser fã também traz benefícios sociais, através dos chamados fandoms, que são comunidades dedicadas ao nicho pelo qual os integrantes são apaixonados. Esse tipo de grupo traz o sentimento de acolhimento e inclusão para quem faz parte dele.

O problema, no entanto, se apresenta quando um fã acredita que o objeto de amor do outro é inútil e apenas o seu é válido. Mas afinal, existe alguma coisa que mereça mais admiração do que outra?

Uma paixão por drama 

Entre drama, ficção científica, live actions e adaptações de livros ou quadrinhos, o cinema é um tipo de entretenimento que costuma ter muitos fãs. Sagas como O Senhor dos Anéis, Star Wars, Harry Potter, Missão Impossível, Jogos Vorazes e Vingadores, marcaram gerações ao oferecerem versões diferentes de mundos dentro da imaginação de quem assiste e criam um forte laço entre os personagens e o público. Fãs de sagas costumam ser extremamente leais à franquia e consumir tudo o que esteja ligado a ela, sejam livros, merchandise, jogos, conteúdos extras como bastidores, redes sociais dos atores, além de frequentar eventos temáticos. 

Nesse nicho a interação com outros fãs é um forte traço, a presença dos fandoms nas redes sociais é massiva. Além de contas em plataformas como Instagram, canais dedicados a análise de filmes, teorias e críticas são bem populares no YouTube. Entre as variadas contas, temos o Pipocando e o Omeleteve, ambos com milhões de inscritos que são voltados para o cinema como um todo. Entre os mais nichados podemos destacar o Ei Nerd, canal com bilhões de visualizações voltado para comentários de filmes de super-herois. A quantidade de engajamento que contas como essas têm mostram o quanto o consumo da comunidade de fãs é massivo.

Muito mais do que se escuta

Talvez um dos grupos mais facilmente reconhecidos como fãs sejam os admiradores de cantores. E é interessante notar que muitas vezes esses fãs são chamados por um apelido específico que deriva do artista, como os fãs da Taylor Swift que são chamados de swifties, os do Justin Bieber de beliebers, os da Lady Gaga de Little Monsters, e os do Luan Santana de Luanetes.

Esse fenômeno se dá desde o fim dos anos 2000. São essas mesmas pessoas que criam fã clubes organizados, com páginas nas redes sociais recheadas com fotos, vídeos chamados de ‘‘edits’’, banners e muitas outras atividades que frequentemente são reconhecidas pelos cantores, que os recebem em seus shows de maneira diferenciada e retribuem o carinho. 

Para além das páginas

Sim, quem gosta de literatura também é considerado fã. Muitas pessoas além de terem o hábito de ler e dedicarem tempo à leitura, se tornam colecionadores de livros. No mundo das redes sociais nasceram os bookstagrams, que são contas nas quais o influenciador compartilha resenhas literárias, recomendações e unboxings de livros. Um nome relevante nesse nicho é o de Pedro Pacífico, proprietário da conta ‘‘bookster’’, atualmente com quase um milhão de seguidores no Instagram. Por seu incentivo à literatura nas redes sociais, Pedro entrou para a lista da Forbes Under 30 e se tornou colunista de um quadro literário na CNN, mostrando o engajamento que os livros têm atualmente.

Observadores anônimos

Reality shows são um verdadeiro fenômeno no Brasil. O Big Brother por exemplo, está na sua vigésima sexta edição e nunca teve um hiato desde sua estreia no país. O público que assiste o programa é extremamente engajado nas redes sociais, especialmente no X e costuma ser fiel, acompanhando desde a estreia até a grande final do programa, que dura em média 100 dias. As várias câmeras de 24 horas espalhadas pela casa mais vigiada do Brasil, proporcionam ao telespectador a oportunidade de acompanhar tudo o que acontece na mansão. Por mais que não pareça, esse comportamento também pode ser atribuído a um fã.

Só o que importa

Embora cada tipo de grupo citado aqui tenha características e formatos únicos, a ideia inicial é a mesma, um grupo de pessoas que se une por um objetivo em comum. Mas muitas vezes quem tem como hobby a literatura, acham fútil acompanhar todos os passos de uma cantora pop, mas os fãs da cantora acham bobo ser fã de uma franquia de ficção científica, porém, os fãs da franquia acham que acompanhar a vida de pessoas confinadas em uma casa vigiada por câmeras é uma perda de tempo, e por aí vai. 

No entanto, mesmo se existisse uma balança capaz de medir algo assim, quem seria o juiz capaz de definir o que merece ou não o tempo, o carinho e a atenção de alguém? Ninguém. Para o outro pode não fazer sentido, mas só o fã sabe o que determinada coisa significa em sua vida. Talvez a letra de uma música da cantora, um trecho do livro do autor, um personagem de um filme ou a história de vida de algum participante de reality, mexa diretamente com a pessoa, e isso não pode ser medido, apenas sentido. Então não, não existem coisas melhores ou piores para ser fã, desde que o objeto da paixão seja real e faça sentido para quem o ama.

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