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O perfil do poder

  • 8 de abril de 2026
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Como políticos influencers digitais regem fãs e apoiadores.

Luisa Oliveira 

O termo fandoms é recente, mas com um significado que vem causando divisões desnecessárias para um povo que antes se dizia como acolhedor: “comunidades que gravitam em torno de uma peça central, que pode ser um influenciador, um cantor, uma marca, ou qualquer outro ícone que consiga juntar fãs em torno de si”. O povo brasileiro sempre foi considerado internacionalmente um povo que respeita e acolhe a todos, sejam eles imigrantes ou nativos. Mas, nos últimos oito anos entre os governos de Jair Messias Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva todos se dividiram. E isso não aconteceu por acaso, os políticos aderiram às redes sociais como um palco para convencer e chamar seus apoiadores a serem seus fãs e seguirem e imitarem aquilo que eles dizem ou fazem na internet. 

Sempre que o termo “fã” é dito, muito se imagina de pessoas simples mas que admiram ou adoram famosos cantores ,atores e referências da cultura pop. Figuras importantes no meio artístico que em suas redes sociais, sempre recebem elogios como “perfeita” “incrível” “diva” e são referência na maneira de se vestir, agir e até falar. Porém, nunca se imaginou que políticos também teriam seus fãs e seriam idolatrados como são nos dias atuais. Homens e mulheres que em todas suas publicações recebem estes mesmos adjetivos e são tratados da mesma forma e seu público alvo é sempre tão impactado em seu estilo de vida. 

Considerada a segunda rede social mais usada no país, o Instagram, é a ferramenta que políticos influencers mais usam para atingir seu público-alvo. Ele é uma plataforma digital excelente para chamar as pessoas a apoiá-los. Pois, por meio de vídeos curtos e falas diretas proporcionam um sentimento de identificação, despertam empatia, criam e sensação de proximidade, do mesmo jeito que geram pensamentos de indignação aos apoiadores de partidos contrários. 

Atualmente, é possível perceber que as redes sociais intensificaram as divisões opinativas entre os brasileiros, criando ambientes em que diferentes posicionamentos deixam de ser debatidos de forma respeitosa e passam a ser motivo de ataques e ofensas. A liberdade de expressão sempre foi um direito fundamental para uma sociedade democrática e deve ser preservada, pois é ela  que permite que  diferentes ideias possam ser discutidas. No entanto, quando opiniões se transformam em agressões constantes, o debate público perde sua qualidade e deixa de contribuir para o desenvolvimento do país. Nesse caso, os políticos influencers possuem uma responsabilidade direta sobre o comportamento de seus seguidores, pois suas falas e publicações podem incentivar tanto o diálogo quanto a hostilidade. Por isso, espera-se que esses líderes saibam reconhecer até que ponto a manifestação de opiniões pode ocorrer sem ultrapassar os limites do respeito.

Influenciar ou mobilizar ?

Durante o mês de janeiro de 2026, entre os dias 19 e 25, o deputado federal Nikolas Ferreira iniciou uma caminhada na cidade de Paracatu (MG) e terminou em Brasília (DF) com o nome “Acorda Brasil”.  Ela era divulgada diariamente nas redes sociais Instagram e Tik Tok. O movimento que começou com 10 homens andando em uma rodovia sozinhos, terminou com um público maior que 50 mil pessoas. Todos com um objetivo, libertar aqueles que foram presos no 8 de janeiro de 2023, e o direito de prisão domiciliar para o ex-presidente Bolsonaro. 

Meses após essa caminhada, no dia 1 de março houve uma manifestação realizada por apoiadores também de Nikolas Ferreira. Desta vez, além de pedir pela liberdade de Bolsonaro e o impeachment de Alexandre de Morais, os manifestantes também levaram alimentos e água para as cidades da Zona da Mata no estado de Minas Gerais que estava passando por crise após alagamentos que deixaram pessoas desabrigadas e sem comida.

Estes movimentos recentes mostram o poder que políticos influencers exercem sobre o povo através das redes sociais. Todavia, isso não está sendo usado para pautas realmente importantes no momento para o país. Por exemplo, o feminicídio que teve um aumento de 4,7% em relação ao último ano também é exibido o  quanto os fandoms são fortes no Brasil e o como o brasileiro se deixa ser influenciado facilmente. 

A fama acima do trabalho 

Com um total de seguidores nas redes sociais acima de 4 milhões, e engajamento médio de 171,1 mil por post, a deputada federal Erika Hilton tem fama de astros da cultura pop latino americana. Considerando que, a maior parte de seus posts são fotos pessoais e muito poucos trabalhos.

Diante disso, a política influencer digital progressista tem um enorme número de fandoms que não sabem e nem entendem quem realmente estão apoiando, pois não buscam verdadeiramente o conhecimento da organização e direção desta mulher. Apenas conhecem a figura de Erika Hilton como uma pessoa famosa e  “influencer digital” que usa de sua rotina como estratégia para aproximar seus fãs e mostrar que é possível uma mulher que aproveita sua vida como bem entende e tem seus compromissos profissionais também. 

Rodrigo Manga, ex-prefeito de Sorocaba-SP, ficou conhecido como “prefeito Tiktoker”  de tanto expor sua imagem como um famoso astro pop e mostrar sua cidade como um lugar perfeito que só existe dentro da internet . Mesmo fora de seu antigo trabalho político, Manga ainda é referência em redes sociais, observando que apenas um vídeo seu tem no Tik Tok mais de 10 milhões de visualizações e seus posts no Instagram 8 milhões em média. Postagens que mostram muito mais a admiração dos fandoms que reconhecem ele mais como “perfeito” do que “prefeito”.  

Portanto, é nítida a necessidade  que esses políticos deixem de tratar seus apoiadores como fãs que apenas admiram suas vidas nas redes sociais, e passem a reconhecê-los como cidadãos que desejam um país melhor. A política não deve ser transformada em um espetáculo de ostentação ou em uma vitrine de vidas aparentemente perfeitas, enquanto grande parte da população enfrenta o empobrecimento e dificuldades cada vez maiores. 

O papel do político deve ir além da busca por curtidas, visualizações e popularidade, aproximando-se do que defende Aristóteles, que compreende o político como um cidadão comprometido com o bem comum e com a construção de uma sociedade mais justa. Assim, mais do que influenciar, esses profissionais precisam assumir a responsabilidade de representar a realidade do país e trabalhar por melhorias concretas para a população.

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