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Grandes mídias, pequenas informações

  • 14 de setembro de 2022
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A [falta de] cobertura jornalística e o estereótipo sobre periferias.

Helena Cardoso

Periferia. O que veio na sua cabeça ao ler essa palavra? Provavelmente você pensou em drogas e violência e, se forçar um pouquinho, dá até para dizer que pensou em projetos sociais e ONGs

Lá no fundo, você até sabe que há mais que isso na periferia, mas fica difícil pensar em outros aspectos de primeira quando a maior parte das informações divulgadas em grandes jornais é que ela é apenas um local violento que precisa de ajuda.

A sensação é que o jornalismo gosta da violência de periferias. Ele gosta de colocar em destaque todos os crimes que têm alguma relação com esses locais. É muito difícil encontrar uma matéria sequer sobre esse tema que não fale de morte e agressões. Se, após muita procura, você encontrar, provavelmente será uma notícia sobre algum projeto social, porque o jornalismo também gosta de frisar boas ações e ajuda humanitária – tanto quanto gosta de cliques.

Violência x assistência

No G1, por exemplo, além de inúmeras matérias sobre a fala problemática do candidato Ciro e o Palco Favela do Rock in Rio, tudo o que se encontra são matérias sobre a prisão de traficantes, confrontos com a polícia e projetos, como uma horta comunitária e o “fruto de favela“, que tem por objetivo “levar transformação social para jovens de áreas esquecidas pelo poder público”.

Enquanto o G1 foca primeiro na violência e depois nos projetos, o Correio Braziliense é o contrário. São cinco matérias sobre ajuda humanitária só na primeira página das buscas por “favela” e “periferia”, enquanto só aparecem duas sobre crimes ao pesquisar por “comunidade”. A Folha de São Paulo segue a mesma linha: são três menções a projetos sociais na primeira página da procura por “periferia”, sendo uma a história de uma catadora, uma notícia sobre diminuição de doações e uma divulgação do projeto Marmita Solidária.

Negligência

Já a estratégia do Estadão e da CNN é um pouco diferente. Ao invés de falar sobre esses dois temas principais, preferem não falar de nada. No Estadão, os únicos assuntos relacionados que aparecem nas buscas são Rock in Rio e Ciro. A CNN faz o mesmo nas buscas por “comunidade” e “periferia”: na primeira página não tem nada sobre esses lugares. É só ao procurar por “favela” que resultados próximos começam a aparecer e, que surpresa, são três operações policiais só na primeira página, fora a campanha de uma ong.

O fato é que todo mundo gosta de dizer que o jornalismo é imparcial, acessível e para toda a população. Mas fica difícil acreditar nisso ao buscar as palavras-chave “comunidade”, “periferia” e “favela” em grandes portais de notícias. Fica difícil acreditar nisso quando esses locais são tão facilmente reduzidos a estereótipos. Quando não se fala de outros ângulos porque “não é tão relevante assim”. Fica mais difícil ainda quando você percebe que ou fala disso, ou não fala nada. O jornalismo não é para toda a população: o jornalismo tem gênero, cor e classe social.

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