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Sem hora para o preconceito

  • 30 de outubro de 2019
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É perceptível o posicionamento do portal e jornal Zero Hora contra qualquer tipo de discriminação

Eduardo Arantes

Jornais e periódicos de todo o mundo têm crescido gradativamente pelo globo com a necessidade de trazer informação. Junto à evolução deste processo, diferentes tipos de preconceito ainda estão presentes na sociedade, e foram transferidos para dentro de redações jornalísticas. Por mais que seja importante noticiar fatos mundo afora, muitos veículos acabam sendo preconceituosos, gerando críticas de seu público. Um dos exemplos a serem analisados sobre esta temática é o portal de notícias e referência na região Sul, o Zero Hora.

É perceptível o posicionamento do portal gaúcho contra qualquer tipo de preconceito. É interessante ver como o portal de notícias mostra preocupação sobre diversos casos de discriminação e apresenta colunas em que seus jornalistas levantam a bandeira do combate contra a intolerância ainda enraizada no Brasil.

Um caso divulgado em 7 de abril de 2019 e que chocou o país foi o assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos, no Rio de Janeiro. Ele dirigia seu carro na companhia da família. Estavam indo a um chá de bebê. Durante o trajeto, doze militares do Exército começaram a disparar contra o veículo do artista por o confundirem o de um suspeito. Ao todo, 257 disparos foram contabilizados, sendo 62 no carro de Evaldo. Ele faleceu na hora, e os soldados responsáveis foram presos. Ao falar sobre o ocorrido, o Zero Hora critica a postura dos militares ao simplesmente atirarem sem sequer averiguarem se o automóvel de Evaldo era compatível com o do suspeito.

O futebol é o esporte que mais possui torcedores no Brasil, mas também é um dos em que mais atos racistas por parte de torcida ou jogadores são explicitados. Dito isto, o Zero Hora exalta a entrevista coletiva realizada pelo técnico Roger Machado. Após a partida contra o Fluminense, ele reforçou a importância do combate ao racismo e discriminação no esporte. Roger é um dos únicos treinadores negros à frente de clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Ainda sobre esportes, o periódico traz uma matéria que apresenta dados de casos de racismo presentes no futebol gaúcho.  Segundo o Observatório da Discriminação Racial do Futebol, dos 33 casos, 13 foram relatados em estádios na região. A maioria deles ocorreram no interior do estado. Sobre essas ocorrências, o Zero Hora mostra pessimismo em relação a diminuição de atitudes racistas, e lamenta a conquista desse “título” pelo Rio Grande do Sul.

O portal também divulgou pesquisa a respeito do aumento do número de casos de racismo no estado. O Rio Grande do Sul possui o maior número de registros de injúrias raciais em 2018. De acordo a reportagem divulgada em 11 de setembro deste ano, 1507 casos foram registrados – um acréscimo de 7,3% comparado a 2017. O noticiário acredita que esta alta no número de boletins de ocorrência surge pelo fato de as vítimas não sofrerem mais caladas. Hoje, há uma crescente coragem para denúncia de agressores.

O Zero Hora ainda é um grande defensor na luta contra a homofobia. Ele possui diversas matérias abordando casos do crime, e reforça que as pessoas precisam parar com qualquer discriminação. Uma matéria, inclusive, tem como título: “Dia do Orgulho LGBT”. Ela indaga o leitor com a seguinte pergunta: “preconceito para quem? ”.

Por mais que o preconceito esteja enraizado em nossa sociedade, devemos lutar contra qualquer tipo de intolerância, para que, assim, alcancemos a liberdade de expressão sem afetar as pessoas que estão a nossa volta. O Zero Hora tem travado essa luta com maestria, mostrando que é possível ter audiência sem precisar apelar para a discriminação.

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