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Cancelamento: lição ou ruína?

  • 29 de março de 2021
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O cancelamento no Instagram é virtual, mas as suas consequências podem ser físicas

Hellen Piris

Quem nunca cancelou alguém nas redes sociais que dê o primeiro like. O exercício do cancelamento virtual – especificamente na rede social Instagram –  é,  por si mesmo, simples e pode ser praticado por meio de comentários, unfollows e até denúncias à conta. Você só precisa de quatro elementos: um dispositivo móvel, conexão 3G ou WI-FI razoável, um motivo justo(porque você é obviamente um cidadão ético e partidário da justiça) e as palavras apropriadas para evidenciar a sua indignação contra o indivíduo cancelado. 

E já que desde 1946, a Lei Nº 5.250, no capítulo 1, artigo 1, referente a liberdade de manifestação do pensamento e da informação, foi inserida definitivamente na constituição brasileira, você tem o direito e é totalmente livre para dizer o que pensa e o que acredita. 

O cancelamento sugere uma maneira coletiva de “educar” outros internautas que tiveram, segundo a opinião das massas, atitudes imorais, desrespeitosas ou negativas contra alguém ou algo. Na maioria dos casos, o alvo são figuras públicas ou marcas populares, já que geralmente pessoas comuns não têm ninguém que fique à espera de ouvir o  que dizem por aí. Então, quando alguém, sem importar quem seja, é autor ou responsável de alguma ação ou atitude considerada hostil e julgada inaceitável, as massas virtuais têm o seu novo cancelado. 

Fator problemático 

Agora, existe uma falha em relação à prática, e pelo fato de acontecer no meio virtual, é ainda mais intensa. Quando a ação negativa do sujeito é identificada, há uma chuva de respostas negativas contra sua postura. Muitos dos internautas que participam do cancelamento realmente entendem o contexto e contam com argumentos válidos e, em poucas horas, a plataforma vira um campo aberto para fazer justiça. No final das contas, certas atitudes não podem e nem devem ficar impunes. 

Porém, uma outra parcela dos usuários aproveita esse contexto para espalhar ódio, e o objetivo já não é mais condenar o comportamento, e sim a pessoa. Essa ação costuma ganhar força e acaba “viralizando.” Rapidamente, assim como tudo que acontece na internet, o sujeito passa a ser alguém sem voz, nem voto. Cada vez que o seu nome é pronunciado ou digitado, surgem adjetivos calificativos nada agradáveis.

Uma coisa é querer dar uma lição, outra é arruinar a vida da pessoa. A mudança de pensamento e, consequentemente, da atitude que se espera do indivíduo cancelado só se concretizará através do uso da razão. A própria educação funciona dessa maneira, pois não existe uma re-educação verdadeira baseada nos pilares do ódio. 

Um exemplo disso são os artistas e famosos cujas carreiras foram leve ou gravemente afetadas pelo cancelamento. Anitta, Drake, Nego do Borel e Silvio Santos são apenas alguns dos nomes. Agora, por que alguns deles se retrataram e demonstraram arrependimento após serem cancelados e outros não? A resposta pode estar na maneira como foram abordados. Sem mencionar a preocupação em restaurar a imagem e os interesses financeiros, a forma como foram cancelados pode determinar se o indivíduo decidiu mudar verdadeiramente de atitude, ou não. 

Cancele atitudes, não pessoas

Geralmente, a prática começa com um propósito correto, mas na maioria das vezes acaba virando uma bola de neve, ou melhor, uma bola de ódio, sem controle. A rejeição é sentida com força, e se transforma em uma experiência isolante para quem a vivencia. Como disse um autor desconhecido e muito sábio, “temos que cancelar atitudes, não pessoas.” Aí reside a diferença. Porque, sendo honestos, quem cancela com ódio, não é tão diferente de quem é cancelado. 

Ainda assim você pode se questionar: só o meu comentário não vai mudar a atitude daquele indivíduo, talvez,  se perca no meio de milhões de comentários. Contudo, todo movimento, pequeno ou colossal, sutil ou impactante, começa na mente de um único indivíduo. Basta começar e estar disposto a ser quem educa e não quem arruína. 

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